O elefante tic-tac que eu vi no espelho
Elefante amarelo de estrelas falsas
Alimenta-se dos sonhos outrora concretos
Emanando nostalgia de um ontem imaginário
O relógio quebrado pendurado no banheiro
Reverbera a mesma imagem curva
Iluminado o espelho com as foscas lembranças
A porta entreaberta que delimita os verbos,
translúcida para a lucarna hominídea,
excreta a ilusão de redundância temporal
As batidas surdas da bengala empoeirada
Rompem as brumas tic-tac
Mas, eu só ouço a minha própria voz.
(Diego Matheus)
Elefante amarelo de estrelas falsas
Alimenta-se dos sonhos outrora concretos
Emanando nostalgia de um ontem imaginário
O relógio quebrado pendurado no banheiro
Reverbera a mesma imagem curva
Iluminado o espelho com as foscas lembranças
A porta entreaberta que delimita os verbos,
translúcida para a lucarna hominídea,
excreta a ilusão de redundância temporal
As batidas surdas da bengala empoeirada
Rompem as brumas tic-tac
Mas, eu só ouço a minha própria voz.
(Diego Matheus)
