– Abra os olhos! – disse eu
– Han?
– Abra os olhos! – voltei a dizer
– Mas porque?
– Há a realidade em sua volta. Se liberte da escuridão e se una a nós
– Vocês?
– Exatamente. Salve-se!
– Abrindo os olhos? Seria tão simples assim?
– A dificuldade dos atos não está na atitude mecânica que exprime a ação. Mas, sim, no subjetivo que impede o concreto de tal desejo.
– Porém, a luz pode ser tão ilusória quanto este meu mundo. Vivo ilusão. Mas, esta é a minha escolha. Esta escuridão sou eu em abstrato. Já você, é regido por um destino. Sim, por um destino! O que poderia se encaixar tão perfeitamente no conceito de destino quanto a crença no real? Ora! Se aceitarmos a existência do real então não há interpretações, nem relativismo, nem multiplicidade. Eu lhe digo que existem infinitos mundos, e todos são ilusórios.
Neste momento fechei meus olhos. Cravei a mais externa pele na mais profunda carne; nunca permitirei que novamente seja colonizado por ilusões eloqüentes. Fomos fadados a vivermos em cavernas, e eu prefiro morar sozinho...
Diego Matheus
– Han?
– Abra os olhos! – voltei a dizer
– Mas porque?
– Há a realidade em sua volta. Se liberte da escuridão e se una a nós
– Vocês?
– Exatamente. Salve-se!
– Abrindo os olhos? Seria tão simples assim?
– A dificuldade dos atos não está na atitude mecânica que exprime a ação. Mas, sim, no subjetivo que impede o concreto de tal desejo.
– Porém, a luz pode ser tão ilusória quanto este meu mundo. Vivo ilusão. Mas, esta é a minha escolha. Esta escuridão sou eu em abstrato. Já você, é regido por um destino. Sim, por um destino! O que poderia se encaixar tão perfeitamente no conceito de destino quanto a crença no real? Ora! Se aceitarmos a existência do real então não há interpretações, nem relativismo, nem multiplicidade. Eu lhe digo que existem infinitos mundos, e todos são ilusórios.
Neste momento fechei meus olhos. Cravei a mais externa pele na mais profunda carne; nunca permitirei que novamente seja colonizado por ilusões eloqüentes. Fomos fadados a vivermos em cavernas, e eu prefiro morar sozinho...
Diego Matheus

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